O que me mata
é a morte do motim
da bagunça e da noitada
folia e luau
pra espantar o mal
e a saudade
da amada.
Ivan. 2013.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
sábado, 16 de fevereiro de 2013
domingo.
minha vida
tá com cara
de domingo.
Mas não é o domingo
do samba e da cerveja
é com certeza,
o domingo nublado,
do vinho seco
e do fado chorado.
Ivan. 2013.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
giramundo.
cansei de ser substituto
substituído.
cansei de ser um visionário
poeta bandido.
cansei da inconstância
da inadimplência.
agora o que eu quero
é a beleza da rotina;
a poesia diária da simplicidade;
chega do caos
da subjetividade.
e a entorpecência
da morfina.
Ivan. 2013
substituído.
cansei de ser um visionário
poeta bandido.
cansei da inconstância
da inadimplência.
agora o que eu quero
é a beleza da rotina;
a poesia diária da simplicidade;
chega do caos
da subjetividade.
e a entorpecência
da morfina.
Ivan. 2013
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
ao afago mais gostoso.
meu bem
sossegue a cuca
chega de medo
e de insegurança
te explico o meu ócio
em relação ao amor
dele sou sócio
com tamanho furor
e desgosto
vivo pra amar
amo pra viver
e depois de muito tempo
ofereço a você
não pra outra
pra você
meu sincero amor
pra que mudar
o curso do rio
se podemos nadar
chegar até o mar
leves, lindos e nus
amemo-nos sem nos preocupar
escravidão jamais
se for, já aboli
te quero por sua vontade
fazer sua felicidade
mas viver como sempre vivi
o destino é estrada
que corre pra longe
sem ter como parar
tire ele da sua mão
o deixe de lado
ponha sua mão na minha
e tenha certeza
o que é nosso ta guardado
ninguém nada tanto
pra no fim, morrer afogado.
Ivan. 2013
gente.
"Quem não se sentir ofendido com a ofensa feita a outros homens, quem não sentir na face a queimadura da bofetada dada noutra face, seja qual for a sua cor, não é digno de ser homem." - José Martí
confusa realidade atual
completo instinto animal
peripécias do poder do momento
a dor não permite acalento
a voz desse povo, nosso povo
que cede e apanha
mas ainda, se levanta
e desenvolve esse chão
o tiro, o cacete
a bomba de fumaça
não esconde o som de seus gritos
mancharam de vermelho nosso céu anil
promulgaram por meio de seus atos
a desobediência civil
a sola da bota do soldado
carrega o peso da farda imunda
o sangue na bota do soldado
é sangue de gente.
gente da gente
que, no fundo, é a gente..
Ivan. 2012.
nosso caso...
me lancei num vão
que não tem dimensão
Encontrei seu colo
e toda sua dor
resisti relutei
mas enfim me entreguei
tremi e teimei
quantas vezes pensei
pra que tanto querer
e tanto tentar
será que mereço tanto?
hoje acho que entendo
que nosso belo soneto
dueto, prosa, poesia, acorde ou tom
tem alguma emoção
tem nosso dom, nossa voz
maldição.
Ivan. 2012
bem sei.
bem sei
que a verdade ainda não me libertoue o sonho me parece inalcançável
todo dia ponho em prova a paciência
meus olhos não enxergam sua beleza
uma rosa te fere pelo espinho
qualquer chuva não lava sua alma
não há fugas que traga seu alivio
não há nada que sustente sua calma
não há fé que vá te libertar
nem redenção para essa covardia
o idiota que não se entrega por inteiro
ao momento que ainda lhe faz bem
perde tempo, o folego e a vida
na busca de algo que não tem
e não precisa ter
ão há nada além do que se deixa
qualquer luta mundana é inútil
pra quem não sabe o que é
Ivan. 2012.
(..)
soltei o verbo
rasguei a letra
sentei a pua
mas não funcionou
mandei a merda
joguei na cara
sorte a sua
que não me encontrou
me fiz promessas
me martirizei
jurei por Deus
e pelo Diabo
tentei e tentei
lutei e lutei
mas ó, ja num sei
se vou conseguir
me resta fugir
me esconder, oprimir
porque se te encontrar
e me permitir embriagar
da sua verdade e covardia
não vou aguentar
eu vou chorar
escrever, escutar
compor, desenhar
beber e fumar
dormir, acordar
Ivan. 2012
sou.
sou aquilo que não se vê
não se cheira
não se encontra.
aquilo que não é mais
que não se cria
que não se espanta
aquilo que faz
que mostra e
que sonha.
do amor
a desgraça
da paixão,
ilusão.
da cozinha
sou a faca
da mesa
sou o pão.
sou a flor,
a dor,
o mal.
na vida
sou mentira,
na morte
sou verdade.
no sopro
sou a vida,
no vento
a maldade.
sou o todo
no inteiro,
o inteiro
da metade,
sou a cor
dos olhos dela
e o olhar
da piedade...
Ivan. 2008
não se cheira
não se encontra.
aquilo que não é mais
que não se cria
que não se espanta
aquilo que faz
que mostra e
que sonha.
do amor
a desgraça
da paixão,
ilusão.
da cozinha
sou a faca
da mesa
sou o pão.
sou a flor,
a dor,
o mal.
na vida
sou mentira,
na morte
sou verdade.
no sopro
sou a vida,
no vento
a maldade.
sou o todo
no inteiro,
o inteiro
da metade,
sou a cor
dos olhos dela
e o olhar
da piedade...
Ivan. 2008
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