sou aquilo que não se vê
não se cheira
não se encontra.
aquilo que não é mais
que não se cria
que não se espanta
aquilo que faz
que mostra e
que sonha.
do amor
a desgraça
da paixão,
ilusão.
da cozinha
sou a faca
da mesa
sou o pão.
sou a flor,
a dor,
o mal.
na vida
sou mentira,
na morte
sou verdade.
no sopro
sou a vida,
no vento
a maldade.
sou o todo
no inteiro,
o inteiro
da metade,
sou a cor
dos olhos dela
e o olhar
da piedade...
Ivan. 2008
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